O mocassim combina com o momento
# O mocassim combina com o momento
Luxury Activist | The Notebook
LA (Luxury Activist)
26 out. 2026
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## Em resumo
O mocassim acompanha roupas que já estão no armário e deixa uma combinação com jeans um pouco mais arrumada. Essa elegância descomplicada, presente tanto no vestuário masculino quanto no feminino, me parece muito adequada ao momento. Um par bem-feito continua sendo uma escolha segura.
Neste outono, os mocassins aparecem o tempo todo nas imagens de desfiles e nas redes sociais que acompanho. Chama minha atenção o quanto o desenho precisou mudar pouco para conquistar gente mais jovem. O penny loafer mantém a costura que contorna a frente e a faixa de couro com uma pequena fenda para encaixar uma moeda.
Vejo nele uma elegância que combina com a época. Dá para se vestir de maneira simples, calçar o sapato e sair, sem precisar montar o visual inteiro em função dele. A praticidade vem acompanhada da tranquilidade de reconhecer um modelo que já conhecemos.
## Com jeans ou saia
Um jeans e um suéter ficam mais arrumados com mocassins de couro. Muitas vezes, isso basta para dar acabamento ao conjunto. O sapato pode continuar discreto, e a ausência de cadarços facilita a hora de sair.
O comprimento da calça também muda o que se vê. Uma barra mais curta deixa a faixa de couro à mostra. Sob uma perna larga, às vezes aparecem apenas a ponta e a borda da sola. Uma meia branca pode chamar atenção para a abertura do sapato. O mesmo par permite experimentar essas diferenças.
Homens e mulheres têm essa liberdade. A costura da frente e a faixa com a fenda continuam reconhecíveis com uma saia, um jeans ou uma calça de alfaiataria. As roupas ao redor dão outros ares ao desenho conhecido.
## Outras gerações já fizeram isso
Essa história passa pela Noruega. Aurlands atribui o sapato de Aurland ao sapateiro Nils Tveranger e aponta influências dos mocassins dos povos indígenas da América do Norte e de calçados noruegueses. Em 1936, a G.H.BASS lançou os Weejuns, também inspirados em modelos noruegueses. O nome é uma forma abreviada de “Norwegian”. Mais tarde, esses sapatos se tornaram associados às roupas dos universitários americanos.
O modelo 180 da J.M. Weston surgiu em 1946. A marca conta que, nos anos 1960, os jovens que frequentavam o Drugstore da Champs-Élysées o usavam sem meias, com jeans, tomando para si os sapatos dos pais. Uma nova geração já encontrava seu próprio jeito de usar um modelo familiar.
A Gucci acrescentou um bridão metálico ao mocassim em 1953. A peça ocupa o lugar da faixa com a fenda do penny loafer. É fácil reconhecer o parentesco entre os dois modelos.
## A confiança em um bom par
Também considero um mocassim bem-feito uma escolha segura. Quando se compra um sapato para guardar por bastante tempo, um desenho reconhecível há décadas traz alguma tranquilidade.
O par em questão ainda precisa merecer essa confiança. As bordas da abertura devem ter bom acabamento, sem costuras ásperas contra o pé. Ao experimentar, eu verificaria se o calcanhar escapa e se a frente aperta demais. O mocassim precisa caber num dia comum, com as calças que já estão no armário.
## Fontes e referências
- Aurlands: a história do sapato de Aurland: https://www.aurlands.com/en/pages/historien-1
- G.H.BASS: os Weejuns ao longo das décadas, setembro de 2026: https://www.ghbass.com/blogs/news/the-weejuns-%C2%AE-through-the-decades
- J.M. Weston: a história do mocassim 180: https://eu.jmweston.com/en/pages/heritage-institution
- Gucci: a história do mocassim Horsebit 1953: https://www.gucci.com/uk/en_gb/st/stories/inspirations-and-codes/article/the-story-of-the-horsebit-loafer
- Rede ÉCONOMUSÉE: a fábrica de calçados de Aurland: https://artisansaloeuvre.com/en/artisans/economusee-du-chausseur/