Moda
O mocassim combina com o momento
Em resumo
O mocassim acompanha roupas que já estão no armário e deixa uma combinação com jeans um pouco mais arrumada. Essa elegância descomplicada, presente tanto no vestuário masculino quanto no feminino, me parece muito adequada ao momento. Um par bem-feito continua sendo uma escolha segura.

Neste outono, os mocassins aparecem o tempo todo nas imagens de desfiles e nas redes sociais que acompanho. Chama minha atenção o quanto o desenho precisou mudar pouco para conquistar gente mais jovem. O penny loafer mantém a costura que contorna a frente e a faixa de couro com uma pequena fenda para encaixar uma moeda.
Vejo nele uma elegância que combina com a época. Dá para se vestir de maneira simples, calçar o sapato e sair, sem precisar montar o visual inteiro em função dele. A praticidade vem acompanhada da tranquilidade de reconhecer um modelo que já conhecemos.
Com jeans ou saia
Um jeans e um suéter ficam mais arrumados com mocassins de couro. Muitas vezes, isso basta para dar acabamento ao conjunto. O sapato pode continuar discreto, e a ausência de cadarços facilita a hora de sair.
O comprimento da calça também muda o que se vê. Uma barra mais curta deixa a faixa de couro à mostra. Sob uma perna larga, às vezes aparecem apenas a ponta e a borda da sola. Uma meia branca pode chamar atenção para a abertura do sapato. O mesmo par permite experimentar essas diferenças.
Homens e mulheres têm essa liberdade. A costura da frente e a faixa com a fenda continuam reconhecíveis com uma saia, um jeans ou uma calça de alfaiataria. As roupas ao redor dão outros ares ao desenho conhecido.
Outras gerações já fizeram isso
Essa história passa pela Noruega. Aurlands atribui o sapato de Aurland ao sapateiro Nils Tveranger e aponta influências dos mocassins dos povos indígenas da América do Norte e de calçados noruegueses. Em 1936, a G.H.BASS lançou os Weejuns, também inspirados em modelos noruegueses. O nome é uma forma abreviada de “Norwegian”. Mais tarde, esses sapatos se tornaram associados às roupas dos universitários americanos.
O modelo 180 da J.M. Weston surgiu em 1946. A marca conta que, nos anos 1960, os jovens que frequentavam o Drugstore da Champs-Élysées o usavam sem meias, com jeans, tomando para si os sapatos dos pais. Uma nova geração já encontrava seu próprio jeito de usar um modelo familiar.
A Gucci acrescentou um bridão metálico ao mocassim em 1953. A peça ocupa o lugar da faixa com a fenda do penny loafer. É fácil reconhecer o parentesco entre os dois modelos.
A confiança em um bom par
Também considero um mocassim bem-feito uma escolha segura. Quando se compra um sapato para guardar por bastante tempo, um desenho reconhecível há décadas traz alguma tranquilidade.
O par em questão ainda precisa merecer essa confiança. As bordas da abertura devem ter bom acabamento, sem costuras ásperas contra o pé. Ao experimentar, eu verificaria se o calcanhar escapa e se a frente aperta demais. O mocassim precisa caber num dia comum, com as calças que já estão no armário.